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domingo, 26 de fevereiro de 2012

NO ÍNTIMO DO HUMANO



 Hoje quando entramos verdadeiramente no íntimo de nossas dimensões humanas, tomamos contato com um ser de suprema grandeza, um ser em eterna construção de seus sentimentos e desejos profundos, que estão fundados dentro de cada um como sapiens sapiens, mostrando-nos a vastidão sentimental e desejante que somos, um ser que se molda a todo instante a partir do que lhe é apresentado e nunca está pronto, pois apesar de grandioso ainda é tomado por um enorme grau de imperfeição. Esse ser que nasce e cresce envolvido e modelado pelas relações parentais, logo no inicio de sua vida como homem começa a se refazer, mostrando a grandiosidade de se ser e sentir-se humano utilizando todo capital de inteligência que lhe foi concedido por meio de uma força maior, tornando-se assim o único ser existente capaz de pensar, sentir, amar e promover por meios desses e de outros sentimentos, a continuidade da espécie ao romper dos séculos que ainda estão por vir.  

By Benedito Brandão


E se faz presente viver, num mundo de buscas de eternas buscas onde diferenças nos acompanham a cada instante, se faz preciso mudar e moldar uma vida e a essência permanece a essência talvez esta a única que permaneça em nós, muitas vezes modificamos tudo e a essência passa a se moldar conforme nossas novas visões, mas por vezes o íntimo é o único que permanece real em nós seres humanos, mas podemos nos enganar e descobrirmos em nós personagens diferentes e irreais que por vezes se transformam em reais mentiras contadas e nos perdemos em nós mesmos e nos distanciamos de nós mesmos. Esta distância pode nos fazer perder a visão do que realmente somos. Somos realmente indivíduos? O que é o ser humano? Eternas questões e enigmas que nos circundam e nos fazem refletir sobre o íntimo, o mais puro e misterioso íntimo de cada ser humano, de nós mesmos.

By Rosangela

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A poesia das ruas


Enquanto tu dormes a cidade se enfurece
A noite que passou foi desordem e caos
Todos nas ruas, libertários à procura de um ideal
Nas noites de silêncio
Onde a poesia cantada é o único sinal
Sinal de vida já descrente de viver
Mas o único sinal dos tempos
Um rastro de vida pulsando dentro de você
Ainda há tempo
O tempo dos desesperados grita
E se cala no silêncio aterrador das noites que não foram
A poesia das ruas desenha o tempo vindouro